Raios de sol refletem verde, refletem você.




Seus passos são rápidos
Porém sem destino
Corre como se estivesse em uma maratona
Porém não enxerga a linha de chegada

Quer bater as asas
Quer abraçar o mundo
Quer poder sentir sua alma desprendendo
Quer poder sentir o que é estar vivo

A liberdade de sonhar te aquece
Basta fechar os olhos e se permitir
Estar a onde não ha brechas para o pessimismo
Onde a dura realidade não consegue alcançar
E não a ninguém que possa manipular

Com seus olhos fechados
corre cada vez mais veloz
fugindo do tempo com a ajuda do vento
Gritos e rugidos amedrontam sua alma
Tropeça em pedras de realidade
Que beiram um poço de pessimismo e individualidade

Se encontra despedaçado
Se sente vazio e desamparado 
Levanta-se aos prantos
Se rompendo em lagrimas
Derramando sua luz e vitalidade
Enfim abre os olhos

Ei garoto !
Cadê o seu brilho ?
Cadê a sua paixão pela vida ?
Cade aquela forma encantadora de sonhar ?

Em um poço cinzento
O ar é denso
Não a pessoas
Apenas restos mortais de esperança 

Daqui de cima não se vê nada
Nenhum rastro de luz
Nenhuma forma de vida

Ei garoto !
Cade aqueles olhos ? ...
Aqueles olhos que me olhavam com tanta paixão ?
E me fizeram acreditar durante anos
Que nós dois juntos
Mudaríamos a nossa historia ?
Realizaríamos nossos sonhos ?

Aqueles olhos que brilhavam graças a um por do sol de uma tarde de primavera 
me mostrando com clareza, a beleza do dia em que nós sentiríamos pela primeira vez a sensação de estarmos vivos ?







terça-feira, 27 de dezembro de 2011

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