Porém sem destino
Corre como se estivesse em uma maratona
Porém não enxerga a linha de chegada
Quer bater as asas
Quer abraçar o mundo
Quer poder sentir sua alma desprendendo
Quer poder sentir o que é estar vivo
A liberdade de sonhar te aquece
Basta fechar os olhos e se permitir
Estar a onde não ha brechas para o pessimismo
Onde a dura realidade não consegue alcançar
Estar a onde não ha brechas para o pessimismo
Onde a dura realidade não consegue alcançar
E não a ninguém que possa manipular
Com seus olhos fechados
corre cada vez mais veloz
fugindo do tempo com a ajuda do vento
Gritos e rugidos amedrontam sua alma
Tropeça em pedras de realidade
Que beiram um poço de pessimismo e individualidade
Tropeça em pedras de realidade
Que beiram um poço de pessimismo e individualidade
Se encontra despedaçado
Se sente vazio e desamparado
Se sente vazio e desamparado
Levanta-se aos prantos
Se rompendo em lagrimas
Derramando sua luz e vitalidade
Se rompendo em lagrimas
Derramando sua luz e vitalidade
Enfim abre os olhos
Ei garoto !
Cadê o seu brilho ?
Cadê a sua paixão pela vida ?
Cade aquela forma encantadora de sonhar ?
Em um poço cinzento
O ar é denso
Não a pessoas
Apenas restos mortais de esperança
Não a pessoas
Apenas restos mortais de esperança
Daqui de cima não se vê nada
Nenhum rastro de luz
Nenhuma forma de vida
Ei garoto !
Cade aqueles olhos ? ...
Aqueles olhos que me olhavam com tanta paixão ?
E me fizeram acreditar durante anos
Que nós dois juntos
Mudaríamos a nossa historia ?
Realizaríamos nossos sonhos ?
Aqueles olhos que brilhavam graças a um por do sol de uma tarde de primavera
me mostrando com clareza, a beleza do dia em que nós sentiríamos pela primeira vez a sensação de estarmos vivos ?

Postar um comentário