Caminhando sem rumo para bem longe dali.
Nada mais importava.
O tempo correu e ele não conseguiu fazer esperar.
Manteve tanto tempo os olhos fechado que ao abrir a realidade o cegou.
Sua alma era como um espelho.
Cacos pelo chão.
O seu ser foi aprisionado.
Correntes de odio e cadeados de rancor.
Sua dignidade foi roubada.
Capuzes pretos, disfarçados de seguranças, e de felicidade.
Sua liberdade foi despejada.
Por um falso amor, por uma falsa confiança.
Seus sonhos foram jogados ao céu.
Por uma falsa honestidade, um falso construtor.
O amor nunca lhe pareceu tão falso e mascarado.
E sua realidade nunca pareceu ser tão certa e cruel.
Cansado de caminhar sem destino tirou os sapatos e se deitou em baixo de uma arvore.
As folhas o abraçavam.
As arvores o protegiam.
O vento o acariciava.
A lua contemplava sua alma despedaçada.
E as estrelas brilhavam indicando novos tempos.
Se sentiu esgotado, e se permitiu fechar os olhos.
Olhos que nunca se fechariam de novo como da primeira vez.

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