Henri não sabia o que dizer, era muita informação, se ele não tivesse visto aquelas ‘’ pessoas ‘’ desaparecem na sua frente, ele não acreditaria o que Bernard estava te contando :
- Eu preciso muito que você acredite em mim Henri. – Suplicava Bernard - para você realmente deve ser difícil, mas há anos que eu venha observando, você e sua família, e no dia do seu nascimento eu vi, eu vi que era você que a profecia dizia, então eu vim para a terra para poder te mostrar que você era o escolhido, que você é a nova raça...
- A nova o que?! – disse Henri ferozmente -... O que você esta dizendo, você só pode estar ficando louco...
- Henri, você é a nova era, você é o primeiro de uma espécie, você é um semi-anjo! Você é metade anjo metade humano... O meu pai, nosso criador, criou você para proteger e entender a humanidade. Nós anjos, pelo menos alguns de nós não conseguimos sentir o que os humanos sentem, não conseguimos entender tais atitudes deles... Já você não! Você sente como eles, e, além disso, tem a graça divina, você e muito poderoso, você é o primeiro de uma espécie. Você é o príncipe da profecia, este é seu destino... – conforme Bernard ia falando, Henri sentia um certo enjoo, angustia, medo todos os sentimentos misturados ele não estava entendendo nada:
- Só pode haver algum engano eu não sou quem você diz, eu não sei de profecia nenhuma... Eu... Eu... Eu não sei do que você esta falando.
- Henri confie em mim, eu continuo sendo seu amigo, sou seu guardião.. Veja os sinais que foram lhe dados. Seus sonhos, veja a semelhança. – ao dizer isto imediatamente, Henri se lembrou da rua, a rua com a neblina, e o anjo no final da rua agora fazia tudo sentido, mas ele continuava sem entender – Henri, eu estou aqui para te proteger e para te ajudar, mas eu preciso muito da sua ajuda, a profecia tem de ser cumprida se não a terra inteira irá pagar, o apocalipse se abrirá, eu preciso muito que você aceite sua missão! ... – uma pausa foi feita e outra voz que vinha das sombras rompeu o silêncio:
- Que discurso lindo Auriel. Imaginei que você estaria por aqui, mas não com ele não é?! – conforme a voz foi fluindo, saíam das sombras cinco homens, cercando Henri e Bernard, ambos eram muito brancos e usavam capas :
- Abael o que faz aqui ? ... ate onde eu sei você deveria estar atrás ..
- Auriel, Auriel não brinque comigo ! – conforme o homem ia falando, seus olhos começaram a ficar em um tom de vermelho e de suas mãos saiam símbolos que iam subindo pela sua pele, tatuagens cor de sangue – aposto que não consegue se garantir sozinho não é ?
Henri não conseguia entender nada do que se passava ali. Bernard se virou para ele, seus olhos agora estavam brancos, e em seus braços havia tatuagens com símbolos brancos, ele pegou no braço de Henri e o arremessou para fora do circulo. O homem com olhos vermelhos agora fazia movimentos com as mãos e conforme ele fazia seus movimentos, círculos com pentagramas e símbolos iam aparecendo em vermelho no ar. Bernard foi correndo em sua direção e antes que ele pode se chegar foi acertado por um dos homens de capa preta, o restante se virou para Henri, e a única coisa que Henri conseguiu ouvir foi Bernard gritando :
- Henri ... CORRA ! – este pensamento ate chegou a passar na cabeça de Henri, mas quando ele se viu ele já estava correndo para cima de um dos homens. Henri tentou lutar mas levou socos, e chutes e enquanto tentava se defender, ouvia o homem de olhos vermelhos rindo alto. Olhou para o alto e viu Bernard todo ensanguentado no chão, enquanto o homem de olhos vermelhos colocava sua mão que agora emergia uma luz vermelha na cabeça de Bernad, e falava palavras que ele nunca havia ouvido. Henri não se conteve, o ódio era tanto, de ver seu melhor amigo jogado no chão de não ter entendido ate agora tudo o que estava acontecendo, que ele começou a sentir uma energia que fazia seu corpo inteiro estremecer, ao olhar para suas mãos ele via tatuagens invadindo seus braços. Henri sentia como se estive se perdido o controle, suas mãos faziam movimentos que ele jamais conhecia, ele criou um pentagrama no ar com símbolos e falava baixos coisas que ele jamais ouvira, Henri colocou a mao no meio do pentagrama e um flash de luz incandescente invadiu a noite e conforme o flash passou, Henri desmoronou no chão.
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